Como Deus prepara missionários

COMO DEUS PREPARA MISSIONÁRIOS

E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Marcos 16:15

Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra. Atos 1:8

E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar;
E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados.
E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles.
E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.



Essa mensagem Deus me deu para pregar na Manhã Missionária, em um Congresso que houve aqui na minha cidade.

O que aprendi sobre oração com as minhas ceroulas



Paz do Senhor;
Li esse excelente artigo no blog do Maurício Zágari - APENAS.
Leia, e depois visite o blog Apenas, tem muita coisa boa lá ;-)

Vamos ao texto:


Moro na rua em cuja extremidade foi montado o palco para a apresentação do papa na Jornada Mundial da Juventude. Em outras palavras, isso significa que todo e qualquer tipo de inconveniente causado por esse megaevento me atingiu: engarrafamentos colossais, gente gritando e cantando o dia inteiro (e a noite… e a madrugada…) embaixo da minha janela e perturbando o sono de minha filha, dificuldade de deslocamento (minha rua foi premiada com barreiras que impediam o acesso de carros), montanhas de lixo deixadas pelos peregrinos na minha calçada. Enfim: fiquei no olho do furacão, tendo de suportar todo tipo de incômodo proporcionado pelo evento (e que fique claro que isso não tem nada a ver com o fato de ser católico romano: poderia ser budista, espírita ou evangélico, os inconvenientes seriam iguais).
Decidi, então, aproveitar o feriado municipal e fugir do papa e dos gigantescos transtornos que ele e seus peregrinos trouxeram ao Rio de Janeiro. Escapei para um chalé à beira de um lago em Penedo, cidadezinha de montanha que amo, no estado do Rio. Que alívio. Só que tem um detalhe: o frio oscilava entre 2 e 7 graus Celsius. E, aí, congelei. Como bom carioca, não estou habituado a conviver com o frio extremo. Por isso, ao chegar a Penedo me deparei com um grande problema: só levei um par de calças. Jeans. Já usou jeans no frio de 2 graus? Acredite: parece que saíram do freezer. É torturante. E ali me vi eu, em agonia, com calças polares. E parecia que não tinha nada que eu pudesse fazer.

Foi quando me lembrei de que havia algo à minha disposição que poderia me livrar daquela tortura.

Alguns anos atrás, quando viajei para países frios, como Suíça e a Áustria, comprei ceroulas. Aqui no Brasil essa é uma peça de vestuário bastante incomum, pois somos um país bem quente. Lá são de uso comum. Mas a verdade é que ceroulas são extremamente úteis no frio. São como calças de pijama, só que aderem mais ao corpo, e as vestimos por baixo das calças. Acredite: por mais que pareça engraçado ou estranho usar ou até falar sobre ceroulas, quando viajo a um lugar muito frio sem elas eu sofro. Não queira usar calças jeans a 2 graus sem elas: parece que nossas pernas estão enfiadas na neve. Por isso, quando achei na minha mochila as ceroulas compradas para aquela viagem foi como se um coral de anjos começasse a cantar o Aleluia de Handel. Alívio. Conforto. E paz. Graças a algo a que não estou muito habituado a usar e a que, por isso, não me lembrava de recorrer, fui salvo de ficar três dias congelado da cintura para baixo.

Em nossa vida espiritual, muitas vezes vivemos situações difíceis, torturantes, de agonia. Nos deparamos com becos sem saída nos quais parece que não há nada o que fazer. Nos vemos impotentes diante de grandes dificuldades da vida. A sensação é que estamos vivendo um inferno congelante, do qual não há escapatória. Olhamos ao redor e parece que a ajuda nunca chegará, que ninguém ouve nossos apelos, que só nos resta nos conformar com a dor e o sofrimento, abaixar a cabeça e chorar.

Só que muitas vezes nos esquecemos de algo que usamos vez ou outra, algo que frequentemente fica esquecido e guardado em um canto mofado de nossa espiritualidade. Algo que aquece a alma e esquenta o coração. Que, assim como as ceroulas que usamos tão pouco mas são a salvação no momento de tribulação, cai às vezes no ostracismo até que nos lembremos de que temos esse recurso sempre à disposição: oração.

Sejamos francos: falamos muito mais de oração do que oramos. Oramos pouco. E, por orar pouco, muitas vezes a oração fica esquecida num canto mofado e escuro do nosso armário espiritual. Está ali, ao nosso dispor, com um potencial enorme de nos livrar de muitas tribulações, mas simplesmente não recorremos a ela. Pense em quantas vezes você ficou doente e antes mesmo de orar foi tomar remédios e procurar o médico. Pense na frequência com que tenta resolver algo com suas próprias forças em vez de dobrar os joelhos e falar com o Senhor. Pense nas aflições e dores que poderia evitar caso clamasse a Deus rotineiramente. Pense na oração que está ao alcance de suas mãos mas você simplesmente não usa, assim como eu e minhas ceroulas.

A oração é extremamente menosprezada em nossos dias. É vista como um complemento da fé e não como um de seus alicerces. Muitas vezes, até mesmo como uma chatice, uma penosa obrigação. Ninguém me obrigou a usar as ceroulas, mas elas viabilizaram que eu passasse dias agradáveis no frio. Ninguém te obriga a orar, mas a oração viabiliza que você supere períodos de tribulação sob a mão e a direção de Cristo. Tampouco me senti incomodado por usar as ceroulas, assim como não devemos nos incomodar quando nos convidam a orar, a participar de um culto de intercessão, a fazer parte de um grupo de oração. Ou mesmo quando o Espírito Santo de Deus nos chama a orar entre as quatro paredes de nosso quarto.

Nunca imaginaria que logo o papa seria, indiretamente, o responsável por me conduzir a uma reflexão sobre oração. E, por isso, apesar da enormidade do transtorno que a presença dele trouxe a minha vida e à de milhões de cariocas, tenho de lhe agradecer. Obrigado, Sr. Jorge Mario, por, depois de me atrapalhar tanto, ter me proporcionado dias tão agradáveis em Penedo. E, mais importante do que isso: por acabar me conduzindo, por caminhos estranhos, a pensamentos sobre oração. Não serei hipócrita: confesso que torço para que demore muito a haver no Rio novos eventos como a Jornada Mundial da Juventude, para que eu não tenha de fugir de minha própria cidade graças aos enormes incômodos como os que a vinda do papa me provocou.

Por outro lado, peço a Deus que a disponibilidade e a urgência da oração permaneçam sempre presentes em nossa vida – e isso, todos os dias. Que nunca esqueçamos aquilo que Deus pôs ao nosso dispor, como artigo de primeira necessidade, em algum canto mofado da nossa vida de fé. Obrigado, Senhor, pelo privilégio de poder orar.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício

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